O possivel encanto de ir encontrando coisas belas sem as procurar...
segunda-feira, 13 de abril de 2020
Tem-me escorrido suor pela testa
e escutem
sabe-me bem
ao trabalhar limo outra aresta
às imperfeições
que o meu Ser tem.
Tenho muitas, não importa
com amor
as analiso
algumas até provocam
nesta boca
um sorriso.
Olho o tecto cá de casa
vejo árvores
vejo folhas
olho agora as minhas mãos
e vejo calos
não são bolhas.
São marcas boas de esforço
de crescimento
que eu sinto
terminando uma tarefa
não comemoro mais
com tinto.
Dou uma volta de tractor
neste meu
confinamento
a uma velocidade tal
que a franja
leva-a o vento.
Nem me preocupa a Guarda
nem me sugerem
parar
longe deles tal ideia
param eles
e a acenar.
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Mais uma "produção" focando coisas sérias de modo leve e cheio de humor! Sorte a tua com a Guarda que te coube na rifa, e as andorinhas fazem companhia às folhas e às árvores.
ResponderEliminarUm recanto de ti, que bom.
Abracinhos apertados
'Tá porreiro.
ResponderEliminarEsperei aqui um tempinho
para a-aí-de-cima comentar
quero ser bom vizinho,
a ambos-os-dois agradar
Gosto dos teus poemas. Tem verdade e força que nasce da convicção. E têm espontaneidade, embora às vezes se note que te esforças à procura de uma rima. São muito bons. Este é-o... mas ficaria excelente na forma de crónica.
Continua, se fazes o favor à gente!
A foto é porreira, tens é de lavar os vidros.
G'anda cotovelada